Estudo mineralógico dos arenitos das formações Pirambóia e Botucatu no Centro-Leste do Estado de São Paulo

  • Fu-Tai Wu Universidade Estadual Paulista; Geociências e Ciências Exatas
  • Maria Rita Caetano-Chang Universidade Estadual Paulista; Geociências e Ciências Exatas

Resumo

O estudo dos minerais leves e pesados dos arenitos das formações Pirambóia e Botucatu permitiu a identificação de associações mineralógicas, além de contribuir para a caracterização genética e para o conhecimento das áreas-fontes destas unidades. Os subarcóseos da Formação Pirambóia são submaturos a maturos, enquanto a Formação Botucatu apresenta quartzo-arenitos e subarcóseos maturos a supermaturos. Duas províncias mineralógicas foram identificadas: a província A ocorre dominantemente na Formação Pirambóia e a província B na Formação Botucatu. Durante o transporte e deposição desses arenitos, os minerais sofreram fortemente a ação abrasiva eólica, eliminando os minerais de baixa dureza. Por sua vez, as condições eólicas de clima árido então vigentes propiciaram a preservação de minerais metaestáveis, pouco resistentes ao ataque químico, porém altamente resistentes à abrasão mecânica, como a estaurolita. Nestas condições os minerais não sofreram forte atuação de intemperismo químico na área-fonte e no sítio deposicional. Os sedimentos dessas formações nas porções central e sudoeste da área foram derivados predominantemente de rochas cristalinas e parcialmente de rochas sedimentares preexistentes; os da porção nordeste, predominantemente de rochas sedimentares preexistentes e parcialmente de rochas cristalinas. Ao tempo da deposição da Formação Botucatu, teve lugar um vulcanismo básico na área-fonte, propiciando o fornecimento de magnetita e ilmenita angulares e euédricas. As características texturais e composicionais dos minerais leves e pesados dos arenitos das formações estudadas permitem concluir que foram transportados e depositados sobretudo em condições eólicas.
Publicado
01-06-1992
Seção
não definida