A importância da cartografia geomorfológica retrospectiva para definição de unidades morfológicas complexas – a bacia hidrográfica do rio Tamanduateí, Região Metropolitana de São Paulo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.69469/derb.v46.835

Palavras-chave:

Cartografia geomorfológica retrospectiva e evolutiva, Geomorfologia pré-urbana, Morfologias antropogênicas, Unidades morfológicas complexas, Bacia hidrográfica do rio Tamanduateí

Resumo

O artigo apresenta o percurso metodológico adotado para a produção do Mapa de Unidades Morfológicas Complexas da bacia hidrográfica do rio Tamanduateí, na Região Metropolitana de São Paulo. Esse produto cartográfico é resultante da correlação entre os mapas de Geomorfologia Pré-Urbana e de Morfologias Antropogênicas e, portanto, apoia-se na cartografia geomorfológica retrospectiva e evolutiva. A cartografia retrospectiva e evolutiva consiste na identificação e representação da morfologia original (fase pré-urbanização) e a sequência de intervenções nas formas e materiais superficiais, oferecendo importante instrumento de identificação e interpretação de mudanças nos processos. O reconhecimento da morfologia original baseou-se nos princípios gerais da cartografia geomorfológica, a partir da análise e interpretação de fotografias aéreas dos anos de 1952 e 1962, mapas topográficos e planimétricos antigos, historiografia da cidade de São Paulo e seus arredores, e materiais iconográficos. Para a elaboração do Mapa de Morfologias Antropogênicas foram utilizadas as Cartas de Uso e Ocupação do Solo da Região Metropolitana de São Paulo e Bacia do Alto Tietê (EMPLASA, 2005), pelo fato da legenda oferecer importantes informações que refletem alguns dos indicadores de mudanças apontados por Rodrigues (2008), para a avaliação de impactos e mudanças hidrogeomorfológicas. Da correlação entre seis unidades de Morfologia Original e sete unidades de Morfologias Antropogênicas, obteve-se um total de 33 Unidades Morfológicas Complexas. Tal síntese permitiu identificar as mudanças processadas ao longo de mais de 150 anos e, identificar sobre quais tipos de morfologia original elas se processaram.

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Publicado

2025-12-16

Como Citar

Moroz-Caccia Gouveia, I. C., & Rodrigues, C. (2025). A importância da cartografia geomorfológica retrospectiva para definição de unidades morfológicas complexas – a bacia hidrográfica do rio Tamanduateí, Região Metropolitana de São Paulo. Derbyana, 46. https://doi.org/10.69469/derb.v46.835

Edição

Seção

Cartografia geomorfológica para o Antropoceno: Analisando experiências de mapeamento e seu desenvolvimento